terça-feira, 18 de outubro de 2016

Encerramento do processo de preparação: Apresentação de Performances / Inicio do processo de montagem

Na aula do dia 17/10 os alunos tiveram alguns minutos para se aquecerem e depois apresentarem individualmente uma performance que tiveram de pensar durante a semana do feriado do dia 12/10. Fernando avisa aos alunos que eles poderão usar algumas coisas das performances de cada um para a montagem final.

Os alunos tiveram toda a liberdade de criar as performances da forma como eles queriam: com um tema a escolha de cada um, com ou sem texto, música, iluminação, dança, figurino e etc.

Segue abaixo fotos e vídeos das performances apresentadas por alguns alunos:

















 




No final da aula, a turma sentou em roda para conversar:
Os Fernandxs anunciaram que esta aula foi o encerramento do processo de preparação e que se inicia o processo de montagem. Porém eles jogaram uma questão um pouco problemática para a turma: fazer uma montagem para ensaiar e apresentar do lado de fora da sala de ensaio ou dentro da sala de ensaio. A dificuldade que tiveram de tomar uma decisão se deu porque em dezembro (nas datas das apresentações 17/12 e 18/12) poderá estar chovendo.

Fernando alertou que não poderiam começar a ensaiar do lado de fora, para depois apresentar em sala de ensaio. Apresentar do lado de fora pode ter muitas interferências de barulhos, carros passando, cigarras, a relação com o público é diferente, a projeção da voz e etc. Então não poderiam ter como depois fazerem uma adaptação dos ensaios do lado de fora para dentro da sala. 

Decidiram então fazerem uma votação: 7 alunos queriam ensaiar e apresentar do lado de fora enquanto 4 alunos queriam dentro da sala. 

Conversaram mais a respeito da chuva, como o público iria poder assistir, planejarão por lonas para proteger da chuva, entre várias outras dificuldades que teriam. 

A turma pareceu ficar ainda mais confusa em tomar esta decisão. Fizeram então outra votação: dessa vez 5 alunos queriam fora enquanto os outros 5 dentro. EMPATOU! E agora?

Depois de muita conversa, Fernandxs lembraram que alguns alunos tinham faltado esta aula e então decidiram que era pra todos os alunos pensarem bem a respeito desse assunto, conversar com os que faltaram para aí sim na próxima aula, depois de lerem a peça, decidirem de vez aonde vão ensaiar e apresentar. Lembraram também que a primeira semana de montagem será dentro da sala de ensaio de qualquer forma.

Fernando termina a conversa pedindo para que os alunos guardem os figurinos que usaram durante as performances porque eles poderão ser usado nas próximas aulas para a montagem da peça. 

Segue abaixo o vídeo do começo dessa conversa em roda:



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

#diariodebordo (03.10.2016)


 
1º exercício: A queimada.
     
    A aula começou com uma caminhada em fila indiana com todos de mãos dadas até a quadra de esportes Atrás do teatro.
        O grupo vai jogar uma queimada. Fernando fala do espaço - campo de futebol - ser esse espaço amplo, arena, aberto.
        Sao dois times. Um contra outro, os dois tem seus gritos de guerra.
        A primeira experiência é a provocação de um a um, time contra time, usando o grito de guerra como arma.
As regras da queimada são as originais:
        1º: jogo sem pessoa para cruzar
        2º: cruzador sem possibilidade de queimar
        3º: cruzador podendo queimar
O jogo possibilita aquecer e unir o grupo energeticamente. Cria atmosfera de harmonia, encontro e grupo.

2º exercício: Solo teatral

        A exposição é o ponto de partida para que cada um se dirija ao palco. As cenas foram  dadas pelos diretores. São monólogos de vários períodos, personagens e lugares do teatro, as diversas dramaturgias foram escolhidas pensando em cada um dos integrantes: entregues na semana anterior, a apresentação sucede o trabalho de mesa (contexto da peça, onde? Quando? Como? Quem?).
        O exercício é de apresentar uma vez e na segunda ser dirigido por Fernandxs pausadamente: pontuam em quesitos de atuação - o peso do corpo, a voz mais grossa, o pisar dos dos pés, a movimentação e o foco do olhar, dicção, modulações, gráfico da cena, o tempo de uma ação, personagem - e o mais interessante é observar respostas boas em atores que estão em cena em processo de transformação e reconhecimento de elementos básicos para o processo de presença e consciência cênica.  Alguns atores ainda apresentam traços de iniciantes, porém em uma fração deles temos aqueles que se percebem mais em cena, e acabam compreendendo melhor como utilizar os comandos dos diretores. 

 

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

#diáriodebordo (26.09.16)

O primeiro momento do encontro foi comumente como os anteriores, diversificando alguns pontos em relação a alongamento e aquecimento com Fernanda. Exercícios como enroscar o corpo, encontro de vetores em torções, posições de Yoga, ativação do centro e das bases, coordenação motora e respiração vão contribuindo para o alongamento. A partir daí, Fernanda sugere uma sequência de movimentos do Yoga, ressaltando a importância da continuidade orgânica do movimento e consciência corporal, gerando então o aquecimento no corpo. Nesse momento, percebe-se nos alunos momentos de embatias e simpatias com o desafio das propostas. Algumas pessoas em estado de familiarização com o movimento e outras contempladas pela descoberta, a turma se põe em postura diversificada. 

A seguir, Fernando inicia o preparo vocal. A turma se põe em roda, são propostas por Fernando três longas respiradas, transitando para a respiração e inspiração produzindo o som "boca que usa" hmmmmmmmm..., onde ele ressalta que o pensamento é de esvaziar os pulmões e que é preciso liberar as tensões e naturalizar a respiração. Eles desenvolvem o exercício para que se conclua o som também com as vogais, e Fernando orienta para que pensem a relação com os diferentes locais de vibração no corpo diante de cada vogal. 

Para exercitar o diafragma, o exercício é feito também de forma estacada, ainda utilizando o som das vogais. Os alunos riem, sentem-se inquietos e tem-se de gancho para provocação de Fernando dizer que o estado do corpo se modifica ao preparar-se para a promoção do som. A partir daí é linkada também a observação e atenção às intercostais e como se desenvolvem. 

A turma é dividida em duplas, para que cada aluno tenha a experiência de tocar as intercostais do colega enquanto o mesmo respira. O exercício também é feito no chão, para se ter a percepção do apoio das costelas de forma mais consistente. 

A turma agora se direciona a um aquecimento maior da voz, com vibrações dos lábios, exercícios de extensões vocais que propõem a troca de freqüência do som que se emite, e cantam a canção Marinheiro Só, quando Fernando divide a turma em graves e agudos. 

Terminado o que entende-se como momento introdutório na aula, é proposto um exercício em que a turma posiciona-se em roda e aleatoriamente, porém um de cada vez, cada aluno vai ao centro e diz sim ou não em determinada intenção, e todos os outros repetem. Depois de algumas vezes, já não se diz sim ou não, mas uma palavra, depois uma frase e depois ainda uma frase do texto que cada aluno recebeu na aula anterior. 

No encontro que antecedeu a este, os alunos receberam, cada um, um texto de determinado autor e determinada época do teatro. Em roda, os alunos sentam-se em ordem de época dos textos. A cada leitura, Fernanda e Fernando abrem expoentes sobre a história e o tempo áureo do teatro, sobre a tragédia, o drama e a comédia, os autores e suas provocações sociais, linguagens, questionamentos, associações e as desassociações  do teatro com a igreja e o estado.  A ideia então é, nem que seja minimamente, contextualizar os alunos ao que já foi, como se desenvolveu e como tem sido feito teatro e que lugares possivelmente eles podem visitar quanto poética.