segunda-feira, 3 de outubro de 2016

#diáriodebordo (26.09.16)

O primeiro momento do encontro foi comumente como os anteriores, diversificando alguns pontos em relação a alongamento e aquecimento com Fernanda. Exercícios como enroscar o corpo, encontro de vetores em torções, posições de Yoga, ativação do centro e das bases, coordenação motora e respiração vão contribuindo para o alongamento. A partir daí, Fernanda sugere uma sequência de movimentos do Yoga, ressaltando a importância da continuidade orgânica do movimento e consciência corporal, gerando então o aquecimento no corpo. Nesse momento, percebe-se nos alunos momentos de embatias e simpatias com o desafio das propostas. Algumas pessoas em estado de familiarização com o movimento e outras contempladas pela descoberta, a turma se põe em postura diversificada. 

A seguir, Fernando inicia o preparo vocal. A turma se põe em roda, são propostas por Fernando três longas respiradas, transitando para a respiração e inspiração produzindo o som "boca que usa" hmmmmmmmm..., onde ele ressalta que o pensamento é de esvaziar os pulmões e que é preciso liberar as tensões e naturalizar a respiração. Eles desenvolvem o exercício para que se conclua o som também com as vogais, e Fernando orienta para que pensem a relação com os diferentes locais de vibração no corpo diante de cada vogal. 

Para exercitar o diafragma, o exercício é feito também de forma estacada, ainda utilizando o som das vogais. Os alunos riem, sentem-se inquietos e tem-se de gancho para provocação de Fernando dizer que o estado do corpo se modifica ao preparar-se para a promoção do som. A partir daí é linkada também a observação e atenção às intercostais e como se desenvolvem. 

A turma é dividida em duplas, para que cada aluno tenha a experiência de tocar as intercostais do colega enquanto o mesmo respira. O exercício também é feito no chão, para se ter a percepção do apoio das costelas de forma mais consistente. 

A turma agora se direciona a um aquecimento maior da voz, com vibrações dos lábios, exercícios de extensões vocais que propõem a troca de freqüência do som que se emite, e cantam a canção Marinheiro Só, quando Fernando divide a turma em graves e agudos. 

Terminado o que entende-se como momento introdutório na aula, é proposto um exercício em que a turma posiciona-se em roda e aleatoriamente, porém um de cada vez, cada aluno vai ao centro e diz sim ou não em determinada intenção, e todos os outros repetem. Depois de algumas vezes, já não se diz sim ou não, mas uma palavra, depois uma frase e depois ainda uma frase do texto que cada aluno recebeu na aula anterior. 

No encontro que antecedeu a este, os alunos receberam, cada um, um texto de determinado autor e determinada época do teatro. Em roda, os alunos sentam-se em ordem de época dos textos. A cada leitura, Fernanda e Fernando abrem expoentes sobre a história e o tempo áureo do teatro, sobre a tragédia, o drama e a comédia, os autores e suas provocações sociais, linguagens, questionamentos, associações e as desassociações  do teatro com a igreja e o estado.  A ideia então é, nem que seja minimamente, contextualizar os alunos ao que já foi, como se desenvolveu e como tem sido feito teatro e que lugares possivelmente eles podem visitar quanto poética. 


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