segunda-feira, 26 de setembro de 2016

#diáriodebordo (19/09/2016)

Primeira parte:

Fernanda começa puxando os aquecimentos corporais com exercícios de alongamento e Fernando continua explorando a vocalidade e os movimentos faciais, ambos utilizando-se da respiração como suporte. Os exercícios são feitos acompanhados de diferentes músicas.

Segunda parte

Fernando explica para a turma que a partir deste momento começarão a etapa da oficina em que trabalharão o discurso, a política, a construção de narrativas e a perceber o lugar de fala de cada um. Para isso, propõe um exercício de imaginação onde, de olhos fechados, os alunos recebem palavras de estímulo e o aluno tocado pelo condutor deve descrever o objeto/lugar imaginado. Por exemplo, a palavra foi “carro” e a pessoa descreve “um fusca amarelo bem velho descendo uma ladeira”. Passado este exercício, Fernando conduz o próximo, que consiste em uma pessoa dizer para a outra que a ama e como resposta, ouvir “eu te odeio”. As frases devem se repetir com variações de intenção.

Dois grupos são formados: um grupo dos que odeiam e outro dos amantes. Os times se tornam adversários de um jogo de vôlei que acontece em câmera lenta e que tanto a bola quanto a rede são imaginários.

Fernando os separa em duplas novamente e eles começam uma briga física, mas a distância, sem toques. Os exercícios também são acompanhados de músicas estimulantes. – Percebemos a partir deste exercício que a energia da turma se intensificou e que o estado de presença também aumentou consideravelmente. A exaustão pareceu ser um recurso que funcionou com eles.

Terceira parte

Fernanda entregou um texto para cada um deles e pediu que decorassem e montassem uma cena para ser apresentada em duas semanas. Fizeram uma leitura em voz alta de cada um dos textos, que variavam em ordem cronológica, passando por obras clássicas
do teatro, até peças contemporâneas. O primeiro contato de cada um deles com seu próprio texto foi auditivo (cada um lia em voz alta o texto de outra pessoa).

Quarta parte

Foram apresentadas três cenas criadas em cima das letras de três músicas escolhidas por Fernando e Fernanda na aula anterior. Os alunos tiveram o fim de semana para se reunir, ensaiar e apresentar, utilizando recursos de encenação, técnicas e estilos já vistos
em sala anteriormente. Foi feita uma roda de conversação no final onde cada um deu o feedback das cenas apresentadas.

Entrevista com Fernanda Alpino e Fernando Carvalho

1 - Por que vocês decidiram montar uma tragédia grega atualmente? 

Na verdade, faltam motivos que nos desmotivem a montar uma tragédia. A gente parte de uma situação política atual e compreendemos que o teatro é político. Vivemos uma tragédia anunciada. Uma tragédia é aquilo que não tem escapatória. Nós víamos uma coisa que ia acontecer, uma jogada política ensaiada e trágica. Aconteceu, e estamos aí vivendo, só assistindo. Não é tomando nenhum posicionamento de A ou B, mas nós vivemos uma tragédia no país. Então difícil é não montar uma tragédia nesse momento. Os Sete contra Tebas surge de forma impactante para nós, pois casa com o contexto não só politico, ou seja, em relação aos políticos, mas em relação ao contexto social atual; as interações e as relações binárias, polarizadas e maniqueístas; os ódios e os amores vividos de formas muito radicais. Parte portanto da vontade de abrir um pouco mais essas dicotomias gerais.

2 - Vocês já assistiram alguma montagem de espetáculo baseado nesse texto? Se sim, isso os inspirou de alguma forma? 

Não. Temos o material de estudo que a gente já carrega sobre as encenações da época. Mas nós não vamos montar a peça, tampouco adaptar, e sim nos apropriarmos dos mitos da obra, que enfim nos geram pretextos para criação de cenas. A partir daí, não se põe muitos limites. Partimos dessas referências históricas, investigações arqueológicas com todo respeito ao autor e ao que ele representa, este que da tragédia grega foi o que tinha a dramaturgia um pouco mais musical, um pouco mais poética que outros como Eurípides e Sófocles que foram ficando mais dramáticos. De forma alguma desmerecemos, negamos ou nos colocamos como rebeldes "cagando para a obra". Temos uma pesquisa em cima do período e do próprio autor e o que ele representa para nós, mas privamos muito pela contemporaneidade, para que o teatro se relacione com os alunos na fórmula e a partir dela nós transformarmos os texto. Não queremos encena-lo simplesmente, considerando que a obra e a sua poética propõem uma gama de imagens não tornando as cenas tão fechadas. Pensamos em trazer o texto para o mesmo lugar que nós. Ele não é mais importante na montagem do que a direção, a atuação, a luz, a música, a dramaturgia, o próprio contexto que vivemos agora, e nem tampouco essas são maiores do que o texto.


3 - De que forma então, a obra Os Sete contra Tebas servirá de estímulo, pretexto, inspiração para a criação do espetáculo? 


Pretendemos utilizar a estrutura narrativa, nos apropriarmos um pouco dela e também dos mitos, que estão relacionados às sete batalhas, às sete portas e aos embates entre as figuras da obra, realizando analogias com o contexto atual social e politico.


4 - Há uma estética ou linha de interpretação pré determinada, ou vocês pretendem localizar um conceito junto com a turma?


Por sermos um grupo de teatro, nós mediamos essa oficina com o que a gente pode e com o que queremos. Isso reflete na estética que a gente trabalha com os alunos, ou seja, a oficina reflete a nossa estética. E é como uma via de mão dupla, a gente aprende mais sobre o que é que a gente faz e eles aprendem também um pouco do que podemos passar. Temos sete anos de grupo e acho que essa nossa estética nós fomos construindo. Talvez se ligue a estética relacional, relacionada com o olhar do outro, com a presença, com público. O público sempre está como corpo presente também, não só como observador voier. 
Já relacionado a linha de interpretação, nós desde o início desse trabalho, já estamos direcionando o curso para um flerte com o performativo, no sentido em que eles (alunos) se coloquem enquanto identidades políticas e criadoras. Essa busca pelas identidades parte pela escolha do texto até que eles identifiquem esses papeis sociais e políticos, e isso já flerta com o performativo, porque eles vão ter que se colocar quanto pessoas. Mas não é no lugar daqueles depoimentos pessoais deprimidos ou engraçados, mas sim em que o interprete se colocará, com uma visão política e histórica, o que ele representa como corpo e cidadão. A dramaturgia e a estética estão totalmente relacionadas com os alunos. 













5 - É interessante trazer pontos que salientam a fórmula do teatro do Liquidificador? Há uma fórmula?

Fórmula mesmo, não. Cada processo é um novo processo. É claro que a gente traz a nossa carga, o nosso histórico, nossas referências. Temos uma bagagem que é boa, que é gradual e que vem sendo desenvolvida. Mas também conversamos com a estética da peça. Por exemplo, no semestre passado trabalhamos com o texto que falava de um mágico, que era deprimido e virava um funcionário público. A partir disso, começamos a trabalhar com muitos exercícios de circo, de virtuose, de mãos, truque de mágica, olhares e espetacularidades; aquilo que achamos que seja apropriado para usar. Talvez essa seja a coisa liquidificadora de ser. E agora com Os Sete contra Tébas, temos que relacionar com tudo que passamos e a partir disso, o que usamos daquelas coisas? O que pode nos ajudar? O que podemos pegar dos outros processos? 
Dessa forma, nós partimos de um motivo, que no caso é o texto e o que a gente vê nele de potencial, dos contextos, e a partir disso a gente usa o que a gente já tem, o que a gente inventar e o que a gente ler. 
Por isso é como uma homenagem, não é uma destruição, mas sim uma desconstrução para reconstrução de um Ésquilo. Não estamos negando o texto, mas sim usando as potencialidades dele. Não usamos um texto que a gente não gosta, que não nos interessa e não nos provoque. Vamos pelo afeto, pela identificação com alguma coisa, mas não necessariamente com exatamente tudo, mas com alguma coisa que abriu nossos olhos, que nos interessou. 
Talvez seja refletir uma contemporaneidade que esteja velada, que não vemos muito em foco. Refletir isso no teatro que sempre refletiu a vida inteira. Dialogar com essa contemporaneidade de forma potente, de forma que afete os corpos que vão estar aqui e que vão estar performando. 

6 – Vocês pretendem usar elementos da encenação? (Iluminação, cenário, figurino)
Sempre. Aquilo que a gente falou: esses elementos da encenação compõem a dramaturgia também. Então partindo de um contexto que é um exercício de formação, ou seja, que não é uma montagem profissional ou comercial, não temos intenções de criar uma megaestrutura, mas nós envolvemos os alunos nesse processo da encenação, o que eles podem trazer, busca de materiais, e com isso, selecionamos o que vai enxertar a dramaturgia e a história. Propomos assim para que os alunos lidem cada vez mais com essa materialidade e com o que nós conseguimos agregar a partir disso nas construções.


7 - Como foi a primeira oficina e o que os motivou a fazer a segunda?

Nós não nos vemos necessariamente refletidos e contemplados artística e ideologicamente nas oficinas e nas opções de cursos de teatro que a cidade oferece. Visto isso, pensamos que de repente seria uma oportunidade de acrescentar. Foi um pouco uma preocupação com quem está entrando agora nesse mercado, com as experiências que influenciam muito nessa primeira formação, os tipos de estética que são trabalhadas. Mas eu (Fernando) não tenho uma formação em licenciatura, então dar aula não é uma coisa que eu quero para a minha vida, pelo menos não em um espaço formal. Mas claro que eu gosto muito de dar aula, a gente estuda isso, tem o cuidado de ir com calma e de fazer uma coisa bem estruturada.
Não acreditamos muito nesse tipo de relação que é "yang" de muitos métodos de ensino, que têm uma voz de comando absoluta. Gostamos dessa troca, de dar e receber algo em troca, algo mais relacional. Isso acaba sendo um grande aprendizado para nós. E os outros processos já participamos estão com a gente ainda, influenciam muito agora também. Tem essa carga que é da prática teatral, da relação da interpretação e da direção.

8 - Que tipo de abordagem cada um de vocês propõem? Há alguma divisão? 
Eu (Fernanda) geralmente oriento aquecimento e alongamento, o Fernando orienta os exercícios e a gente dirige junto a montagem. Mas dessa vez nós até estamos subvertendo mais essa divisão; vamos sentindo o fluxo. 

9 - Por que a escolha de um lugar não convencional e quando vocês vão começar a trabalhar fora da sala de aula?
Ainda é uma ideia, porque nós ainda não sabemos como eles vão responder, então vamos experimentando. Mas parte de como podemos criar novas relações com o expectador. De propor um formato que de alguma maneira pegue o público mais desarmado. É uma forma diferenciada de recepção, porque essa experiência frontal está muito codificada, os teatros são em maioria assim, então você sabe como se comportar. Quando a orientação muda, aí surgem novas formas de se relacionar que não é a de doutrinamento. Forma também é conteúdo, então a gente quer horizontalizar, trazer o público e os atores para o mesmo plano.
A relação com o espaço vai ser gradual, assim como todo o nosso processo tá sendo. Aula passada os alunos já começaram a conhecer o espaço, manusearam lanternas. Então aos poucos nós vamos estabelecendo esse contato.

10 - Por que vocês escolheram oferecer essa oficina para pessoas iniciantes?
Acho que ainda não estamos nesse lugar de dar aula para atores ou para universitários. Mas também porque vemos uma abertura nesse início, em pessoas que estão com ideias de teatro sem saber necessariamente o que é. Também para perceber como essas pessoas que não tiveram tanto contato com teatro antes, recebem nossas propostas, nossas ideias e linguagem.

#diariodebordo (12/09)

Percepções iniciais:
    - Conversa com Fernando: A ideia de 7 contra tebas se trata da utilização dos mitos arquetípicos da história. Os  diretores se mantém ainda tateando a energia coletiva da turma de amadores. 
 - A turma não é constante e é preciso enfrentar a rotatividade (turma com total de 19 alunos e a presença de 11) 
  - O objetivo principal seria preparar atores amadores para depois coletar deles o possível de materiais e a partir disso criar, colar, montar, recortar para a composição cênica.   
1ª Etapa:   Fernanda Alpino direciona o alongamento/aquecimento de consciência corporal. São exercícios básicos de alongamento (apoios, costas, pernas, enrosquinho, oposições, ligação da respiração com o movimento, o bocejo. Fernando surge com os alongamentos faciais, introduzindo na ideia de alongamento a possibilidade do grupo brincar com os desenhos que nosso rosto faz na movimentação desses músculos, Utilizaram de músicas de caráter ritualístico. E fizeram também aquecimento vocal com vocalizações, o som do “m”. E cantam “Marinheiro Só” em roda. Primeiramente todas cantam, depois dividem em naipes de mais graves e mais agudos.  
2ª Etapa :    Exercícios de reflexo,  coletividade e atenção   
  Exercício do Zip Zap
  Exercício do sim em roda  
São exercícios básicos, simples, mas que ainda fazem refletir na organização coletiva
Eu observei o quanto funciona quando o Fernando constata desvios no objetivo central  do grupo fazendo observações didáticas quanto ao caminho a ser traçado no jogo. 
3ª Etapa   Exercício de vivência e 7 anéis  
Fernando apontava ordenadamente cada anel do corpo humano. Anéis seriam formas de dividir nosso corpo: olhos, nariz, boca, pescoço, braços, tronco e pernas. Isso dava aos alunos um leque de possibilidades de personagens. E funcionava assim, primeiramente caminhando pelo espaco os alunos tinham a sua disposição várias roupas trazidas pelo grupo. Todos eles iam e pegavam aleatoriamente peças e acabavam compondo um personagem. Depois dessa lógica mais visual, a proposta seguinte era trabalhar em cada anel do nosso corpo. E a cada anel, eles passavam por uma investigação livre, a fixação de uma posição muscular para personagem criado a partir de um trabalho livre e de percepções pessoais. O jogo termina com um desfile de personas, como um espaço íntimo que cada um conseguiu construir.    
4ª Etapa:    Conversa em roda sem muitas hierarquias e tentativa de diálogo sobre percepções sobre a aula em si, com foco na vivência feita.

domingo, 25 de setembro de 2016

#diáriodebordo (05/09)


1ª Etapa: Exercício 1


Fernanda não foi a oficina neste dia. Fernando então inicia a aula dando o comando para que os alunos  entrassem novamente a sala de ensaio, com suas mochilas,  como se tivessem acabado de chegar e o professor ainda não havia chegado.
Durante este exercício, ficamos sentados nas cadeiras junto com Fernando. Enquanto ele observava a turma chegando na sala, conversava com a gente a respeito da oficina, quais eram as propostas deles e o que eles pretendem montar. 
Os alunos tentaram se comportar como sempre se comportam ao chegar: chegaram, botaram as mochilas nas cadeiras e foram para o centro da sala setar em roda. Conversaram sobre seus dias e ficaram no estado de espera, mas sem comentar a respeito disso.
Só depois de se passar 30 minutos, começaram a se perguntar porque o professor ainda não havia chegado. 
Um dos alunos enviou uma mensagem para o Fernando. Ele respondeu dizendo que não iria conseguir chegar a tempo. 
Mais cinco minutos se passaram, e Fernando aparece finalizando o exercício.   
Os alunos tiveram a experiência de como é o teatro. De agir de forma cotidiana, repetindo ações que fazem todos os dias, como entrar dentro da sala de ensaio e o professor ainda não chegou, porém sabendo que o professor estava sim na sala.

2ª Etapa: Exercício 2


Em seguida, Fernando orienta os alunos para formarem dublas. Cada um da dupla deve contar uma história de sua vida para outro. Depois cada um vai contar a história que ouviu para todos, com os trejeitos, formas de falar e agir da pessoa que contou.
Os alunos conseguiram realizar bem este exercício, já que conhecem a turma a um tempo significativo para saberem algumas características relevantes da personalidade de cada um. Parecia que as histórias eram realmente de quem estava contando. 
Este exercício demorou quase a aula toda, pois além de terem tido um grande tempo para falarem as histórias um para o outro, cada um tiveram tempo também para apresentar as histórias para o resto da turma. 

3ª Etapa: Conversa em roda


Conversa em roda com a turma, sobre qual era o propósito dos exercícios, o que cada um sentiu ao fazer, como foi pra  todos. 

O primeiro exercício a turma se questionou como agir de forma normal, fazendo uma ação que sempre fazem, mas sem pensar sobre ela, e quando tem que repetir essa ação só que dessa vez sabendo e pensando sobre o que se está fazendo, como agir como da vez que não pensaram sobre.  
No segundo exercício, os alunos comentaram o quanto exercítaram a memória ao ter que decorar uma história e como ela foi dita apenas escutando uma vez, para depois reproduzirem da mesma forma que ouviram e veram. 

Para próxima aula os alunos teriam de assistir o filme Jogo de Cena e teriam de trazer objetos dentro de um saco de lixo preto.


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Em busca de uma receita

O Grupo Liquidificador é um grupo independente de Brasília, existe há oito anos e é composta por ex alunos do Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Brasília. Produziu peças como "A Cartomante" (2008), "Ultra Romântico" (2012), "Aquário" (2014), e "Janta" (2015), um espetáculo comestível com monólogo de Karinne Ribeiro, uma das atrizes que integram o grupo. Desde o segundo espetáculo o grupo passou a dialogar com o site specific. 

No começo desse ano (2016), o grupo decidiu ministrar oficinas para iniciantes de teatro. A primeira montagem foi "A Tragédia do Ex-Mágico, do espetáculo ao expediente.", apresentado em julho desse ano na Sala Adolf Celi no Teatro Casa D'Italia. A partir daí eles se motivaram a prosseguir na ideia da troca com iniciantes, e nesse segundo semestre o grupo retoma o trabalho com uma nova turma. 

A oficina é divida entre: dois meses relacionados ao preparo do ator (exercícios, jogos teatrais, processos corporais, exercícios de improvisação e viewpoints) e outros dois meses para a montagem. 
Os professores/diretores Fernanda Alpino e Fernando Carvalho propuseram à turma a montagem do texto "Os Sete contra Tebas" de Ésquilo. A ideia deles é trazer o texto como pretexto criativo para realização de uma proposta atual, que dialogue com questões políticas e sociais; questões em voga.

A turma é composta por dezenove integrantes, que se encontram às segundas e quartas, das 19:30 às 22:00 horas, na sala Adolf Celi no Casa D'Italia (208/9 sul). Diferente do semestre passado, a montagem ocorrerá em um espaço não convencional, alternativo. Ressaltam os professores/diretores em diálogo conosco que a escolha do espaço não deve interferir diretamente na criação, mas sim a relação com o público, ou seja, a quebra da quarta parede. 

A intenção desse blog é observar e documentar o processo de criação da Oficina de Teatro para iniciantes com montagem ministrado pelo Grupo Liquidificador. 

Para saber mais sobre o grupo acesse o site: