segunda-feira, 26 de setembro de 2016

#diariodebordo (12/09)

Percepções iniciais:
    - Conversa com Fernando: A ideia de 7 contra tebas se trata da utilização dos mitos arquetípicos da história. Os  diretores se mantém ainda tateando a energia coletiva da turma de amadores. 
 - A turma não é constante e é preciso enfrentar a rotatividade (turma com total de 19 alunos e a presença de 11) 
  - O objetivo principal seria preparar atores amadores para depois coletar deles o possível de materiais e a partir disso criar, colar, montar, recortar para a composição cênica.   
1ª Etapa:   Fernanda Alpino direciona o alongamento/aquecimento de consciência corporal. São exercícios básicos de alongamento (apoios, costas, pernas, enrosquinho, oposições, ligação da respiração com o movimento, o bocejo. Fernando surge com os alongamentos faciais, introduzindo na ideia de alongamento a possibilidade do grupo brincar com os desenhos que nosso rosto faz na movimentação desses músculos, Utilizaram de músicas de caráter ritualístico. E fizeram também aquecimento vocal com vocalizações, o som do “m”. E cantam “Marinheiro Só” em roda. Primeiramente todas cantam, depois dividem em naipes de mais graves e mais agudos.  
2ª Etapa :    Exercícios de reflexo,  coletividade e atenção   
  Exercício do Zip Zap
  Exercício do sim em roda  
São exercícios básicos, simples, mas que ainda fazem refletir na organização coletiva
Eu observei o quanto funciona quando o Fernando constata desvios no objetivo central  do grupo fazendo observações didáticas quanto ao caminho a ser traçado no jogo. 
3ª Etapa   Exercício de vivência e 7 anéis  
Fernando apontava ordenadamente cada anel do corpo humano. Anéis seriam formas de dividir nosso corpo: olhos, nariz, boca, pescoço, braços, tronco e pernas. Isso dava aos alunos um leque de possibilidades de personagens. E funcionava assim, primeiramente caminhando pelo espaco os alunos tinham a sua disposição várias roupas trazidas pelo grupo. Todos eles iam e pegavam aleatoriamente peças e acabavam compondo um personagem. Depois dessa lógica mais visual, a proposta seguinte era trabalhar em cada anel do nosso corpo. E a cada anel, eles passavam por uma investigação livre, a fixação de uma posição muscular para personagem criado a partir de um trabalho livre e de percepções pessoais. O jogo termina com um desfile de personas, como um espaço íntimo que cada um conseguiu construir.    
4ª Etapa:    Conversa em roda sem muitas hierarquias e tentativa de diálogo sobre percepções sobre a aula em si, com foco na vivência feita.

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